Mundo de ficçãoIniciar sessãoYulian, com os sentidos aguçados de um licano, sentiu antes mesmo de vê-la. O ar no corredor mudou e o perfume de Ária deslizou até ele como um corte afiado.
O choque gelado que emanou da pele dela bateu em seu peito como um aviso. Ele soube. Deus, ele soube. Ária estava ali. Vendo-o. Vendo aquilo. Vendo-o com outras mulheres, e não com ela. E ele podia até imaginar sua expressão: os olhos marejados, a respiração presa, a dor tentando se esconder atrás de orgulho. E justo por isso… ele intensificou o ato. Cruelmente. Deliberadamente. Um golpe calculado para afastá-la de vez.
Quando ele ergueu o olhar para o vão da porta, impulsionado por um chamado primitivo, talvez pelo lobo faminto, talvez pelo próprio desespero, ou pelo desejo incontrolável de encontrá-la, seus olhos inevitavelmente encontraram os dela.
Cinza contra castanhos esverdeados. Ferr







