Mundo de ficçãoIniciar sessãoÁria, por sua vez, estava no quarto de Rubi, ajudando-a a construir uma torre com blocos.
“-Ele não tem o direito de agir como se a culpa fosse minha! - ela pensou, a raiva fervendo, transformando a tristeza em fúria. - Ele é um cretino hipócrita. E o pior: ele me viu ali.”
Rubi, a pequena estrategista silenciosa, percebeu que havia algo muito errado com o olhar esperto de uma criança que só consegue ficar tranquila quando está tudo em paz. Ela não entendia as palavras grandes, mas sentia o frio, o gelo invisível que Papai e Ária usavam para manter distância um do outro. Os sorrisos de Ária não chegavam até os olhos, e o mau humor de Papai era uma nuvem escura e pesada, pronta para estourar.
Papai e Ária estavam sempre próximos, trocando olhares e risadas silenciosas e discretas sobre suas travessuras. Hoje, eram dois ímã







