Ivana se tornou meu refúgio. Quando a tristeza queria me engolir, era nela que eu pensava. Ela me fazia café quando eu não saía da cama. Colocava música para tocar e me forçava a levantar, mesmo que fosse só para brigar com ela. Às vezes, ela dizia: “Você é como uma casa cheia de fantasmas… mas bonita.” E eu ria. Porque era verdade.
Ela começou a compartilhar comigo também. Aos poucos. Fragmentos da vida deixada, de um amor impossível, de uma culpa que não dizia em voz alta. Era como se fôssem