É estranho como o tempo passa mesmo quando a gente não quer. Mesmo quando ele pesa no peito, como se cada minuto fosse um lembrete de tudo que se perdeu. Nos primeiros meses depois que vi Catarina naquele maldito apartamento com aquele homem… eu simplesmente deixei de existir. De verdade, por dentro.
Alexandre tentava me animar, sempre com palavras gentis, com um olhar de quem compreende a dor mesmo sem ter que dizer muita coisa. Ele me tratava como um filho. Um filho silencioso, triste, que q