POV ENRICA
Raphael caminhava em círculos ao meu redor, como um predador satisfeito. Seus passos ecoavam baixinho, mas cada movimento fazia o ar parecer mais pesado. A dor latejante no braço e o gosto metálico na boca eram lembretes agudos da minha vulnerabilidade, mas eu me esforçava para manter a respiração estável.
— Você não faz ideia, não é? — ele disse, a voz escorregadia, como veneno escondido em mel. — De quanto tudo isso gira ao seu redor.
Permaneci em silêncio. Se ele queria um palco,