POV ENRICA
Acordei com o gosto de sangue e ferro na boca. Ou talvez fosse outra coisa. Algo químico, amargo, estranho. Tentei abrir os olhos, mas a luz fraca do lugar fez tudo latejar ainda mais. Uma dor aguda atravessava meu braço esquerdo, como se tivessem injetado algo.
O chão de pedra era frio, úmido, e fedia a mofo e desespero. Eu estava deitada de lado, os pulsos presos por algo áspero e apertado atrás das costas. Cada parte do meu corpo parecia pesada demais, como se os músculos tivessem