A batida na porta veio insistente demais para aquela hora da madrugada.
Vitória puxou o travesseiro sobre a cabeça, ignorando. Outra batida.
— O que você quer? — a voz dela saiu abafada, irritada.
— Se arruma. Rápido.
Ela abriu os olhos, confusa.
— Você só pode estar brincando.
— Cinco minutos.
— Eu não vou a lugar nenhum.
Silêncio.
Ela ouviu os passos se afastando e suspirou, aliviada. Virou para o outro lado e fechou os olhos novamente.
A terceira batida foi ainda mais firme.
— Eu