O escritório estava em penumbra. A luz entrava filtrada pelas cortinas pesadas, criando sombras longas sobre a mesa de madeira escura. Vitória entrou primeiro, devagar, como quem pisa em um terreno que ainda não reconhece como seguro.
Rafael fechou a porta atrás deles.
Não houve convite para sentar-se. Nenhuma formalidade. Apenas dois corpos ocupando o mesmo espaço, com cautela medida.
— Você está melhor? — ele perguntou, a voz neutra.
Vitória cruzou os braços, apoiando o peso em uma perna