Vitória não voltou imediatamente para o quarto.
Caminhou pelo corredor em passos lentos, como se o corpo precisasse de tempo para acompanhar o que a mente já havia entendido. As palavras de Rafael ainda ecoavam — não pelo que diziam, mas pelo que evitavam.
Entrou na biblioteca e fechou a porta com cuidado.
O espaço a recebeu com o silêncio conhecido, quase protetor. As estantes altas, o cheiro de papel antigo, a poltrona próxima à janela. Ali, tudo parecia obedecer a uma lógica mais previsível