— Vitória.
A voz de Rafael atravessou o ambiente com firmeza. Não foi alta, mas carregava peso suficiente para interromper tudo ao redor.
Vitória ergueu os olhos devagar. Não havia pressa no gesto, nem qualquer sinal de que se sentia chamada a se justificar — apenas o reconhecimento de que ele havia falado.
— Você está chamando a Helena de burra?
O tom vinha controlado, mas não neutro.
Vitória sustentou o olhar por um segundo antes de dar de ombros, como se aquilo não fosse grande coisa.