O sábado amanheceu claro demais para o estado de espírito de Vitória.
A casa ainda estava silenciosa quando ela desceu para a cozinha. A mesa do café da manhã estava posta pela metade, como se alguém tivesse desistido no meio do gesto. Serviu-se sozinha, sentou-se no mesmo lugar de sempre e percebeu que já não sabia dizer quando aquilo tinha deixado de ser exceção.
Comer em silêncio não a incomodava.
O que a inquietava era o motivo dele.
Pegou o celular por reflexo. Nenhuma mensagem do pai.