O mês passou sem que eles percebessem exatamente quando deixou de ser recente.
A casa deles encontrou um ritmo próprio. As manhãs começavam com café compartilhado na varanda, o silêncio ainda preguiçoso entre goles e olhares. À noite, às vezes trabalhavam no mesmo ambiente, cada um concentrado no que precisava fazer, mas conscientes da presença do outro — um movimento, um suspiro, um simples levantar de olhos.
A diferença estava nos pequenos gestos.
Ele já sabia quando ela precisava de espaço.