Vitória acordou tarde.
O quarto estava silencioso demais, como se a casa tivesse aprendido a andar em volta dela. A luz entrava filtrada pelas cortinas, suave demais para combinar com a sensação pesada que ainda ocupava seu corpo.
O rosto não doía mais como na noite anterior.
Mas o impacto permanecia.
Levou a mão à bochecha devagar, mais por reflexo do que por dor. Havia uma pequena marca visível. Nada que não pudesse ser coberto por maquiagem. Ainda assim, a incomodava — não pela aparência