A casa dos Herculano estava silenciosa quando Vitória voltou do jardim com Talles adormecido nos braços. O choro dele havia diminuído aos poucos, dissolvendo-se em soluços espaçados até virar apenas respiração pesada contra o peito dela, quente e irregular, como se o corpo ainda estivesse lutando mesmo enquanto o sono o puxava para baixo. Ela sentiu o peso do menino não apenas nos braços, mas na responsabilidade invisível que aquela noite tinha colocado sobre todos eles. Não era só acolher uma