O telefone continuava tocando do outro lado da porta.
Vitória já não apertava a campainha — ela batia. Primeiro com os dedos, depois com a palma da mão. O som ecoava pelo corredor do prédio, mas lá dentro nada se movia.
— Mãe! — a voz dela começava a falhar.
Rafael manteve a cabeça fria. Ligou novamente para o celular dela, confirmando o que já sabiam: o toque vinha de dentro. Abaixou-se, tentou a maçaneta outra vez. Trancada.
Ele respirou fundo.
— Vamos falar com o porteiro.
Descer