— Você não sente nada por mim, Ricardo! Nada! Você nunca sentiu! Eu não vou ser a sua boneca sexual que você usa quando está com tédio ou quando o seu ego é ferido. Eu não sou um objeto que você guarda na prateleira para ninguém mais mexer!
Ela levou a mão à maçaneta, desesperada para fugir de mim, mas as portas já estavam travadas no automático. O som do forçar dela pareceu um tiro no meio da nossa briga.
— Abre essa porta!
ela exigiu, a voz embargada.
— Você não está entendendo...