ISABEL LINORES
Deslizei o dedo pela tela e levei o aparelho ao ouvido.
— Alô? — minha voz saiu um pouco mais baixa do que eu gostaria.
— Isabel. — A voz do meu pai do outro lado da linha era autoritária e sem um único pingo de afeto. Exatamente da mesma forma que eu me lembrava. — Pensei que não fosse atender.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa? — perguntei, indo até o canto mais distante e isolado da cozinha para que não ouvissem a conversa.
Ele deu um suspiro impaciente pelo nariz, o típ