Era início da tarde quando alguém bateu à porta com três toques secos e ritmados.
Salvatore reconheceu o som de imediato. Aquele padrão era de Luca — direto, urgente, mas discreto.
Ele se virou na direção da cozinha, onde Olivia estava com o cabelo preso num coque frouxo e as mãos mergulhadas numa tigela de frutas.
— Fica aqui, amor. Eu atendo — disse, tentando manter o tom casual.
— Tá bom — ela respondeu sem olhar, distraída com a tarefa.
Salvatore caminhou até a porta e a abriu só