Sara abraçou os joelhos, encolhida num canto, com a voz rouca de tanto gritar, mas ninguém veio abrir a porta para ela.
O sótão não tinha janelas; apenas o cheiro mofado de madeira apodrecida preenchia as narinas.
Alguns raios de luar penetraram pelas frestas da madeira, e ela soube que já estava escuro.
Há mais de uma década, Sara também havia sido mantida em cárcere privado dessa forma, quando foi passar as férias de verão com a mãe, aos 7 anos de idade.
Naquele ano, ela havia perdido o pai a