O sol mal havia se erguido sobre São Paulo quando Isadora despertou. Ainda sonolenta, esticou o braço na cama procurando pelo calor de Rafael. Encontrou apenas o espaço vazio, o lençol frio e um silêncio que parecia incomodar. Endireitou-se devagar, piscando várias vezes até seus olhos se acostumarem à luz suave que entrava pelas cortinas.
Sobre o criado-mudo, um envelope cuidadosamente dobrado a esperava. Ela estendeu a mão e o abriu, reconhecendo imediatamente a caligrafia firme de Rafael:
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