Capítulo 17 – Não hoje. Não posso.
Enquanto isso, Rafael estava no carro, os dedos tamborilando no volante. Ligou para Gustavo.
— Hoje eu preciso beber. Onde você está?
— Não estou fazendo nada que não possa esperar. Encontro você no lugar de sempre. — respondeu o amigo.
Já na boate Delírio da qual eram sócios, em uma sala privativa com iluminação baixa e um clima abafado, os dois brindavam. Rafael despejava seus pensamentos sem reservas:
— Eu achei que nunca mais ia sentir nada. Mas agora... ela apareceu. Do nada. Me desarma. M