73. Nova Iorque descobre
Assim que René me mostrou as fotos, senti o chão desaparecer sob os meus pés. As imagens que circulavam pela internet não deixavam dúvidas — era eu, era Kairos, era o beijo que até então eu acreditava pertencer apenas à nossa memória.
Durante alguns segundos, fiquei paralisada, tentando assimilar tudo o que via. Meu coração batia descompassado, e o ar parecia rarefeito. O murmúrio das pessoas no escritório, os olhares curiosos, tudo agora fazia sentido.
Quando René me mostrou a manchete — “O