60. Na Linha do Proibido
O ar da noite estava frio, mas meu corpo queimava. Os dedos de Kairos ainda repousavam firmes em minha cintura, como se ele tivesse medo de me soltar. A intensidade em seus olhos era tão avassaladora que por um instante senti que todo o resto — a música ao fundo, as vozes distantes do salão, até mesmo minha raiva dele — havia se dissolvido no nada.
Eu respirei fundo, tentando encontrar alguma força.
— Kairos… não — sussurrei, mais para mim mesma do que para ele.
Ele inclinou a cabeça, como