37. Voltando ao eixo
—Eu sei.—eu disse.
—Liguei várias vezes ontem quando você saiu do serviço. E hoje de manhã também. Não atendeu. Não sabia onde você estava, e odeio essa sensação. — Ele respirou fundo, as mãos se apoiando na mesa. — Se não quiser que eu vá atrás de você, destruindo cada pedacinho dessa cidade para ter certeza de que você está bem, é melhor atender quando eu ligar.
Meu estômago revirou. A intensidade dele, a forma como pronunciava cada palavra, me deixava inquieta, como se cada sílaba fosse