36. Protegida por ele
—Não sei.—Sussurrei.
Kairos não disse nada de imediato. Apenas caminhou pela sala com passos firmes, como se cada movimento fosse calculado para ocupar o espaço e a minha atenção. Eu o segui com os olhos, o coração acelerado. O ambiente parecia pequeno demais para conter a tensão que crescia entre nós.
— Preciso te contar uma coisa — falei, finalmente. A voz saiu mais baixa do que eu pretendia, quase trêmula.
Ele parou, virou-se devagar, e seus olhos se fixaram em mim. Não havia impaciência,