ELA
A porta bateu e eu permaneci ali com a mão na madeira, sentindo a vibração na palma.
Sem conseguir evitar, um sorriso pequeno e teimoso puxou os cantos da minha boca e cresceu. Devagar, foi tomando espaço até eu não conseguir mais segurar.
Arregalei os olhos e levei as duas mãos à boca no instante em que o ar escapou de mim num gaspeio assustado.
Quando dei por mim, estava dando pulinhos.
Curtos, desajeitados, como uma criança que acabou de ganhar uma barra de chocolate, abafando com as m