O silêncio do quarto era uma mentira. Por dentro, eu gritava.
Aquelas mensagens do Noah ainda queimavam na tela do celular, mas eu me recusava a olhar de novo. Eu precisava de algo que fizesse a dor no peito parar, algo que transformasse aquela angústia em movimento. Com as mãos ainda trêmulas, peguei minhas sapatilhas de ponta. Amarrei as fitas de cetim com uma força desnecessária, sentindo o cetim morder a pele, tentando prender meus pés no chão antes que meu corpo flutuasse de ansiedade.
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