A manhã nasceu cinzenta, ou talvez fosse apenas o meu humor projetando sombras nas paredes do quarto. Eu não dormi. Cada vez que fechava os olhos, revivia os gritos da Siena e a sensação do mundo desmoronando.
Peguei o celular escondida debaixo do cobertor, o brilho da tela incomodando meus olhos inchados. Digitei o número do Noah com os dedos trêmulos. Ele atendeu no segundo toque.
— Luna? Você tá bem? Eu vi suas mensagens ontem, eu fiquei louco...
— Não, eu não estou nada bem, Noah — sussurr