O caminho de volta para casa foi feito em silêncio. O motor do carro era o único som constante, misturado ao ruído distante da cidade. Dentro do veículo, porém, o ar parecia pesado demais.
Maya estava recostada no banco, o corpo voltado para a janela. As luzes dos postes passavam rápidas, riscando reflexos no vidro, e ela se via, de forma distorcida, entre uma sombra e outra.
Por fora, parecia apenas quieta. Por dentro, estava quebrando. As palavras de Elizabeth ecoavam sem parar.
“Impostora.”