Segura de si.
— Heloísa, espere.
A mão dele se move como se fosse tocar meu braço. Ele a recolhe antes do contato, um tremor quase imperceptível. O gesto inacabado diz mais do que qualquer frase, revela o desejo contido.
— Podemos conversar depois? Com mais calma?
Olho para ele como quem consulta uma agenda invisível, um sorriso enigmático nos lábios.
— Claro, Heitor. Em algum momento. Búzios é pequena. — A promessa é vaga, o convite, sutil.
Ele ainda calcula a nova equação. Sempre foi excelente com números.