— Isso está errado — digo, sentindo as lágrimas vindo. — Tudo isso está errado. Eu olho para tudo e só vejo um vazio! Não lembro de nada, nem do meu nome, nem de quem é você. Nada! É como se tivessem apagado a minha vida.
O jeito que ele me olha muda um pouco. Não é surpresa, é como se ele já esperasse por isso.
— Que dia é hoje, Lívia? — ele pergunta.
— Eu... não sei.
— Onde você está?
— Num hospital. Algemada. Com um estranho me fazendo perguntas e me assustando.
Ele balança a cabeça devagar.