Provisões.
Lívia
O sol da uma hora da tarde entra pelas frestas da madeira da cabana com uma agressividade que fere os olhos. Não é uma luz acolhedora; é uma claridade crua que expõe cada grão de poeira flutuando no ar estagnado da sala. Meu estômago reclama, uma dor aguda e vazia que me lembra que não comemos nada desde que saímos daquela mansão fria em Governador Celso Ramos. A fome é uma sensação física real, a única coisa que minha mente não precisa de memórias para entender.
Arthur está de pé perto d