Arthur
O mundo se estende aos meus pés como uma tapeçaria de vidro e aço. Do último andar do arranha-céu que leva o meu nome, a cidade cintila sob o sol da tarde — obediente, organizada, minha. Eu vejo avenidas que desenhei com investimentos, prédios que só existem porque eu permiti, contratos que sustentam milhares de vidas. Tudo funciona. Tudo responde.
Tudo, menos eu.
A mesa de ébano está impecável. O terno italiano, ajustado ao milímetro. O relógio suíço marca as horas com precisão cirúrgic