Eu te amo. Sempre amei. Sei que sim. Seja o lá o que eu fiz...não é verdade.
—Lívia — murmuro contra sua pele, e o nome sai como uma confissão, uma maldição, uma oração.
Ela solta um gemido baixo, quase um choro, e vira o rosto, capturando meus lábios com os dela.
É um beijo de fome e desespero. Ela sabe que não se lembra, mas seu corpo parece saber. Suas mãos agarram meu rosto, os dedos se enterram em meu cabelo, puxando-me para mais perto como se eu fosse o único ar em um mundo que está se afogando. Eu a bebo, devoro, tentando fundir nossa raiva, nossa culpa, nossa do