Mansão dos Raíssa.
Pedro despertou de repente.
O coração doía de forma lancinante, como se algo tivesse sido arrancado dele; o suor frio escorria involuntariamente.
— Pedro?
Raíssa o envolveu com os braços.
— O que foi?
Pedro, incomodado, afastou Lavínia.
— Que horas são? Como eu acabei dormindo?
— Três da manhã. Depois que você me trouxe do hospital, ficou exausto e acabou dormindo no quarto de hóspedes.
Ao se lembrar das palavras de Lavínia, o coração de Pedro voltou a se apertar; a angústia o envolveu por completo. Ele se levantou de imediato.
— Vou ver se o dinheiro já está preparado.
— Não!
Raíssa o segurou na mesma hora.
Lavínia provavelmente ainda estava com aqueles dois homens; ela não queria que Pedro fosse estragar tudo.
Queria esperar até o meio-dia, quando Lavínia fosse jogada no salão do banquete, suja como lixo.
Naquele momento, não só os convidados apontariam o dedo para Lavínia, como Pedro, incapaz de engolir a própria humilhação, certamente passaria a detestar ainda m