Pedro foi primeiro ao hospital.
A cirurgia de Diego havia sido bem sucedida, mas ele permanecia inconsciente.
A enfermeira disse:
— Talvez ele não queira acordar por enquanto.
Pedro segurou com força a mão de Diego e colocou o ursinho ao lado do travesseiro.
— A culpa é toda minha.
Foi ele quem desviou Diego do caminho, quem destruiu Diego e também destruiu Lavínia.
— Vou trazer a Lavínia para te ver... se ela estiver disposta.
Pedro então se dirigiu à delegacia.
No segundo antes de entrar, as palmas de suas mãos estavam encharcadas de suor.
Ele não sabia se Lavínia ainda estaria disposta a voltar.
Pensou se estaria disposta a ver.
Afinal, agora ele não tinha mais nem direito nem posição para isso.
Se Lavínia escolhesse partir, ele não faria mais nenhuma tentativa de reter.
Porque deixar ir era a única coisa que ainda podia oferecer.
Depois de muito se preparar psicologicamente, Pedro finalmente criou coragem para entrar, mas o nervosismo só aumentava.
Assim como naquela época em que c