Pedro não desistiu de procurar Lavínia.
O vídeo em que ele se ajoelhava diante das câmeras, pedindo perdão a Lavínia, espalhou-se por toda parte.
Na internet, as opiniões eram as mais diversas.
Havia quem o admirasse por sua devoção absoluta.
Havia quem o acusasse de ser um canalha, fingindo sentimentalismo.
Havia quem o insultasse sem piedade.
Nada disso lhe importava.
Ele só pensava em como fazer Lavínia ver, em como conseguir que Lavínia o perdoasse.
Todas as noites, ao pensar que o tempo que restava a Lavínia estava se esgotando, ao imaginar que ela poderia estar se contorcendo de dor por causa do câncer gástrico.
Ele despertava sobressaltado, sentava na cama, incapaz de voltar a dormir.
À medida que as folhas do calendário iam sendo arrancadas, uma a uma, o medo se espalhava no fundo do coração de Pedro.
Opressão chegava a tal ponto que, muitas vezes, ele mal conseguia respirar.
Raíssa aparecia de vez em quando.
Ela insistia em explicar que não sabia absolutamente nada sobre o cân