PONTO DE VISTA DE OLIVIA
Naquela mesma semana, eu estava na cozinha, terminando mais um dos meus pedidos de Natal. A tigela de massa girava na batedeira com aquele som constante, quase hipnótico, enquanto eu me debruçava sobre detalhes minúsculos de glacê, ajeitando cada curva com precisão quase obsessiva. Era o tipo de trabalho que me prendia, que acalmava minha mente.
Até que não acalmou mais.
O som começou baixo, infiltrando-se pela janela entreaberta: risadas altas, música pulsando, vozes a