Passei três dias inconsciente, mergulhada em um silêncio escuro e sem fim. Era como estar presa em um lugar onde o tempo não existia. Mas, quando finalmente abri os olhos, uma claridade suave me cegou por alguns segundos. O cheiro esterilizado, o bip ritmado das máquinas e o frio dos lençóis me disseram exatamente onde eu estava: em um hospital.
Era véspera de Natal. A única luz intensa vinha da janela, iluminando o quarto de branco. Meus olhos demoraram a se ajustar, mas logo encontrei a cena