O Peso da Gratidão e o Calvário de Rick
Marina Duarte
Meu pulso ainda latejava, mas a dor física era um incômodo pequeno, uma farpa, comparada ao nó tenso que se instalara na minha boca do estômago. Eu fechei a porta do pequeno apartamento, o som seco me isolando do frio de Londres e da figura imponente que acabara de me deixar na calçada. Brian Davis.
Aquele homem era um paradoxo ambulante, um desses fenômenos que você observa de longe, sabendo que é perigoso, mas não consegue desviar o olhar. A forma como ele surgiu, o soco limpo, a tranquilidade com que esmagou a autoridade de Rick usando apenas a sua própria autoridade de advogado sênior... Foi uma libertação.
Eu estava acostumada a resolver meus problemas sozinha. Vim para Londres com a mochila nas costas e a necessidade urgente de mandar dinheiro para casa, para a minha família. Cada libra era suor, cada sorriso no balcão era um ato de performance. Ninguém me defendia; eu era a minha própria muralha.
Mas Brian... ele simplesmen