Os anos passavam como ventos frios no coração de Annabelle. Cada lua cheia que surgia no céu era mais um lembrete cruel: sua filha ainda estava perdida em algum lugar do mundo humano. Selene, a reencarnação da deusa, a esperança de todo o equilíbrio, estava fora de seu alcance.
Annabelle havia se acostumado com a sensação amarga de acordar todos os dias e sentir o vazio no peito. Andreas sempre estava ao seu lado, fiel, amoroso, tentando carregar junto aquela dor, mas nada preenchia a ausência