Narrado pro George
O cheiro de podridão era constante. Ele se infiltrava nos pulmões, impregnava a pele e envenenava a mente. As masmorras não eram apenas um lugar de confinamento; eram um cemitério para a alma. Anos, décadas talvez, haviam passado desde que puseram correntes em meus pulsos e me jogaram nesse buraco. George Blackwood, outrora o homem mais temido e respeitado, agora um prisioneiro esquecido nas sombras.
Mas o que mais doía não era a dor física ou a fome que corroía meu corpo; e