Narrado por Elion
As luzes do hospital piscavam fracamente enquanto eu caminhava pelo corredor estreito, minhas mãos cerradas em punhos ao meu lado. Cada passo ecoava como um martelar em minha cabeça. Ela estava viva. Viva. Era isso que eu repetia a mim mesmo, como se a confirmação pudesse acalmar a tempestade que rugia dentro de mim.
Mas não conseguia. Não agora.
Quando a vi naquela cama, tão frágil, com tubos e máquinas que pareciam ser as únicas coisas mantendo-a aqui, algo quebrou dentro de