A chuva martelava o telhado como dedos ossudos, seu ritmo quebrado apenas pelo ocasional pio de um mocho nas trevas. O aposento, envolto na penumbra dançante das lamparinas, exalava o peso de séculos — suas paredes de madeira enegrecida consumidas pelo tempo, mas ainda de pé.
Como silenciosas testemunhas.
O trono de ébano dominava o espaço, suas ancestrais inscrições sussurrando segredos em línguas mortas para quem soubesse ouvir. Nele, Arikhan, o Espectro do Eclipse, permanecia imóvel, tão est