O pântano era um mundo à parte, onde a vida e a morte dançavam em um equilíbrio precário. A névoa esverdeada pairando sobre as águas estagnadas parecia respirar, subindo e descendo como o peito de um gigante adormecido. Os sons da floresta — o coaxar distante de sapos, o farfalhar de folhas sob patas silenciosas, o grito agudo de uma ave noturna — eram intercalados por um silêncio denso, como se a própria natureza segurasse o fôlego.
Tupã avançava com passos ágeis, seus pés metálicos afundando