Samanta
O calendário na parede da minha cozinha agora parecia um inimigo implacável. Os dias haviam sido riscados um a um com uma caneta vermelha, restando apenas uma última semana antes da minha partida definitiva. A maior parte das caixas já havia sido levada pelo caminhão de doações ou estava temporariamente empilhada no apartamento de Beth e Gabriel, aguardando o despacho internacional. O vazio físico do meu lar refletia com precisão o vazio que eu tentava cultivar no meu peito para não enl