Samanta
O silêncio que se instalou no quartinho da minha filha após a pergunta da minha mãe parecia denso o suficiente para ser cortado com uma faca.
“E o papai do ano? Onde está o Gabriel?”
A frase continuava flutuando no ar, carregada de uma ingenuidade que fez o meu estômago dar um nó violento. Olhei de relance para a cama de apoio e vi o exato momento em que o corpo de Lorenzo se enrijeceu por inteiro. Os olhos dele, fixos em mim, carregavam um misto de choque, dor e uma indagação muda que