Lorenzo
No instante em que o celular de Samanta começou a vibrar sobre a cômoda, uma sensação incômoda e inexplicável se instalou no meu peito. Eu estava sentado na beirada da cama de apoio do quarto da Valentina, observando a penumbra acolhedora do cômodo e sentindo o corpo ainda moído pelas semanas exaustivas de fisioterapia e pela recuperação da cirurgia. Mas aquele toque sutil do telefone trouxe consigo uma eletricidade estranha, um aviso silencioso de que a paz frágil que havíamos construí