Samanta
O chão de granito do hospital parecia ter se transformado em um abismo sob os meus pés. O ar recusava-se a entrar em meus pulmões e o meu peito doía tanto que cheguei a pensar que o meu próprio coração pararia de bater a qualquer segundo.
— Não... não pode ser... — sussurrei com a voz trêmula, em um desespero cego.
Sem pensar duas vezes, me soltei do braço de Gabriel e dei dois passos cambaleantes em direção às portas duplas da emergência por onde a maca havia acabado de passar. Eu prec