Rosa
O despertador vibrou discretamente ao meu lado, e eu abri os olhos devagar. O quarto ainda estava escuro, mas minha mente já estava desperta, tomada por uma inquietação familiar.
Hoje não era um dia qualquer.
Passei a mão pelo lençol antes de alcançar minha prótese, sentindo o peso frio do metal contra a pele. Mesmo depois de anos, a primeira coisa que fazia todas as manhãs era sentir a ausência.
Mas hoje não era dia para me prender a isso.
Levantei-me, ajustando a prótese com movimentos r